Gênero musical que surge nos Estados Unidos (EUA), nos anos 50, impulsionado por músicos brancos a partir da energia e da sensualidade da música negra, e que logo alcança repercussão mundial. Caracteriza-se pelo ritmo acelerado, mistura de elementos de blues e rhythm & blues ao country branco, e pelo uso de guitarra elétrica, baixo e bateria. A repercussão nacional acontece em 1955, com a música Rock Around the Clock, de Bill Haley e Seus Cometas. No mesmo ano, Elvis Presley faz a fusão de country music com rhythm & blues, originando o rockabilly e tornando-se o mais bem-sucedido roqueiro da história. Em 1956, Elvis grava Heartbreaker Hotel, o disco (compacto) mais vendido do país. Apesar das letras ingênuas, o rock converte-se em sinônimo de rebeldia.
Anos 60 – Em setembro de 1962, a música Love Me Do, dos Beatles, entra nas paradas de sucesso internacionais. Em 1964, o grupo inglês conquista os EUA e transforma-se num fenômeno mundial. Durante a Guerra do Vietnã, surgem os hippies e os pacifistas. O rock político militante ganha força com Bob Dylan (1941-), que une a música country ao rock. No Reino Unido, os Animals, Yarbirds, The Who, Steppenwolf, Cream, Kinks, Van Morrison e o quinteto The Rolling Stones, o primeiro a fazer sucesso com letras transgressoras e concertos espetaculares para a época. O final da década é marcada pelo mote "sexo, drogas e rock’n’roll". Ligado ao consumo de LSD e à "expansão da mente", o rock psicodélico nasce em São Francisco, Califórnia, com grupos como Love, os Doors de Jim Morrison (1943-1971) e Jefferson Airplane. Também na cena londrina, chamada Swingin’ London, o ambiente psicodélico influencia o surgimento do Pink Floyd e a fase mais madura dos Beatles, pegando de raspão nos Rolling Stones. O Velvet Underground, de Lou Reed e John Cale (1943-), faz um estilo transgressor e minimalista em Nova York, antecipando as tendências da década seguinte.
O rock progressivo e sinfônico consolida-se com as bandas Yes, Genesis, Pink Floyd, King Crimson, Gentle Giant e Van der Graaf Generator. Uma geração cínica, ambígua e violenta surge nos EUA, antecipando o punk, com MC5, os Stooges de Iggy Pop e os New York Dolls. O hard rock de Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple e Grand Funk Railroad começa a dar origem ao heavy metal, com baterias, guitarras e vocais cada vez mais agressivos. Nos EUA, correndo por fora, despontam Frank Zappa, Captain Beefheart, Alice Cooper, Iggy Pop e Lou Reed em carreira solo, Neil Young; e no Reino Unido, Elton John. É o apogeu da disco music. Contra ela e o rock "de arena", a partir de 1975, nos EUA e no Reino Unido, começa a surgir o punk rock, que em 78 se torna um fenômeno com os Sex Pistols, em manifestos como Anarchy In the UK.
A grande variedade e a fusão de estilos marca a década: industrial, new pop, no wave, new psychedelic, rap e o new romantic, uma atualização do glam, com Boy George e Duran Duran. No dark ou gótico estão The Cure, Siouxie and The Banshies e Bauhaus, entre outros; após o suicídio do líder Ian Curtis (1956-1980), o Joy Division, uma das principais bandas dessa cena, se transforma no New Order, dando origem ao estilo indie-dance. O rock de protesto é representado pelo irlandês U2, com o hit "Sunday Bloody Sunday", tornando-se um fenômeno de vendagens ao longo da década e durante a seguinte. O heavy metal se consolida como um gênero à parte; nos EUA, surge a fusão entre metal e funk produzida por Red Hot Chili Peppers e Faith no More, e a fusão entre metal e eletrônica, com Ministry e Nine Inch Nails. Numa década novamente marcada mais por bandas do que por artistas-solo, Madonna é o maior fenômeno feminino do pop-rock, e Bruce Springsteen ganha destaque ao traduzir as aspirações do trabalhador americano com sua mistura de pop, country e rock. Michael Jackson vende 47 milhões de cópias do álbum Thriller, e é, ao lado de Prince, o maior astro do pop-rock negro.O grupo mais famoso é o Nirvana, liderado por Kurt Cobain. Kurt Cobain (1967-1994), o maior ídolo da década, se suicida. O rock britânico ganha novas bandas, como Oasis, Pulp, Blur e Verve, que fazem parte do movimento chamado britpop, enquanto o Radiohead ocupa um espaço criativo à parte. A banda brasileira Sepultura se torna o principal nome do metal mundial, introduzindo variações no estilo que levariam às inovações do chamado Nu-Metal. No pop negro, Prince, Lenny Kravitz e Lauryn Hill se destacam.
Anos 2000 – A partir de Nova York e do sucesso instantâneo dos Strokes, há uma grande revitalização do rock, com bandas de vários países (americanas, inglesas, escocesas e australianas) e tocando em diversos estilos, mas todas combinando simplicidade, peso, credibilidade e apelo popular, entre as quais se destacam White Stripes, The Hives, Yeah Yeah Yeahs, The Vines, Black Rebel Motorcycle Club, Rapture e Queens of the Stone Age. O tecnopop dos anos 80 também ressurge com ironia e força totais, tendo à frente Miss Kittin & the Hacker, Fischerspooner, Peaches e outros. Países fora do circuito usual revelam cenas fortes, como a Islândia do Sigur Rós e a Suécia dos Hives.
Rock no Brasil – O rock''n''roll chega ao país em 1955, quando Nora Ney grava a versão de Rock Around the Clock. A primeira estrela nacional do gênero é Celly Campelo (1942-2003), com os hits Estúpido Cupido e Banho de Lua, no início dos anos 60. O rock’n’roll populariza-se com outras versões de sucessos norte-americanos, por Nick Savóia e Ronnie Cord (1943-1986). A partir de 1965, Roberto Carlos, Erasmo Carlos (1941-) e Wanderléa (1946-) tornam-se os símbolos da jovem guarda. Ganham destaque bandas como Os Incríveis, Golden Boys, Os Brasões, The Pops, Renato e Seus Bluecaps, Jet Blacks, The Fevers, The Jordans e The Clevers. Em 1966, Os Mutantes revelam Rita Lee e introduzem a guitarra elétrica no cenário musical brasileiro.
A década de 80 é dominada pela forte cena underground das principais capitais do país, com o rock nascente de Gang 90, Blitz, Ultraje a Rigor, Lulu Santos, Titãs, Legião Urbana, Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Lobão, RPM, Engenheiros do Hawaii. Já afastado do Barão Vermelho, Cazuza morre de complicações decorrentes da Aids, assim como Renato Russo (1960-1997), líder da Legião Urbana. A partir de 1993 surge o movimento mangue beat, no Recife (PE), com destaque para mundo livre s/a e Chico Science & Nação Zumbi, que incorporam ritmos nordestinos; o líder Chico Science (1966-1996) morre em um acidente de carro.